
PEC da Blindagem será analisada no STF
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,60%, aos 146.376 pontos, por volta das 10h30 desta sexta-feira (19) — renovando mais um recorde intradiário. Já o dólar operava em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3252.
Apesar da semana agitada por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o dia começa sem grandes indicadores econômicos ou falas de dirigentes dos bancos centrais. Nesse cenário mais vazio, a atenção do mercado tende a se voltar para o ambiente político brasileiro.
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▶️ O relator do chamado PL da Anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou nesta sexta-feira (19), que pretende apresentar um relatório com foco na redução de penas, e não em perdoar os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
▶️ O debate sobre anistiar os envolvidos na tentativa de golpe de Estado pode influenciar o cenário eleitoral de 2026 e atrai o olhar atento do mercado.
▶️ O Banco Central realiza nesta sexta a rolagem de um leilão de linha de até US$ 2 bilhões. A operação não altera diretamente a cotação do dólar, mas influencia o chamado cupom cambial — que é a taxa de juros em moeda americana no Brasil. Se todo o montante for vendido, o BC terá renovado US$ 3 bilhões dos US$ 5 bilhões que vencem no início de outubro.
▶️ Já no campo internacional, as atenções se voltam para a teleconferência entre o presidente americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Será a primeira ligação entre eles em três meses e a conversa deve girar em torno da venda do TikTok nos EUA.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,65%;
Acumulado do mês: -1,90%;
Acumulado do ano: -13,93%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,27%;
Acumulado do mês: +2,88%;
Acumulado do ano: +20,96%.
Relator defende mudar PL da anistia para ‘dosimetria’
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do PL da Anistia, afirmou nesta sexta-feira (19) que pretende propor um texto voltado à redução de penas, sem incluir o perdão total aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A fala veio após encontro com Michel Temer, Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conforme divulgado pelo blog do Valdo Cruz, do g1.
Segundo Paulinho, o grupo busca uma proposta que contribua para a pacificação nacional, com foco em diminuir penas para todos os envolvidos — desde os organizadores e financiadores até os participantes dos atos antidemocráticos.
Entre os atingidos estariam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão, além de militares que ainda enfrentam julgamento.
Bolsas globais
Os mercados em Wall Street devem abrir estáveis nesta sexta-feira, depois de uma sequência de recordes no dia anterior. A semana foi marcada pela primeira redução dos juros no ano, anunciada pelo Federal Reserve (Fed), o que renovou o otimismo em torno de empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial.
Os contratos futuros mostram pequenas altas: o S&P 500 avançava 0,04%, o Nasdaq 100 tinha ganho de 0,08% e o Dow Jones subia 0,03%.
Na Europa, as bolsas apresentavam ganhos leves em meio à uma semana intensa, influenciada por decisões importantes de política monetária. O setor bancário se destacava entre as altas, já que costuma reagir de forma mais sensível às mudanças nas taxas.
O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,3%, a 556,72 pontos. Em Londres, o Financial Times avançava 0,04%; em Frankfurt, o DAX recuava 0,11%; em Paris, o CAC-40 ganhava 0,25%; em Milão, o Ftse/Mib subia 0,31%.
Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. As bolsas chinesas caíram em meio à realização de lucros e à expectativa por uma conversa entre os presidentes da China e dos EUA.
Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,6% (45.045 pontos). Em Hong Kong, o Hang Seng ficou estável (26.545 pontos). Em Xangai, o SSEC recuou 0,30% (3.820 pontos), enquanto o CSI300 subiu 0,08% (4.501 pontos). Já em Seul, o KOSPI perdeu 0,46% (3.445 pontos).
*Com informações da agência de notícias Reuters
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
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