Brasil vive momento atípico nas filas de visto para os EUA


A poucos meses da realização da Copa do Mundo FIFA 2026, indicadores oficiais do governo dos Estados Unidos mostram um cenário relativamente favorável para brasileiros que pretendem viajar ao país. Os prazos para agendamento de entrevistas de visto diminuíram em diversos consulados no Brasil, embora especialistas apontem que a situação pode mudar rapidamente com a aproximação do evento esportivo.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias

Desde 2025, o sistema de agendamentos consulares deixou de exibir filas em tempo real e passou a divulgar estimativas mensais por cidade. Na atualização mais recente, os prazos variam de cerca de 15 dias a dois meses para a emissão do visto de turismo e negócios (B1/B2).

Entre os principais postos consulares, Recife e Rio de Janeiro apresentam os menores tempos de espera, próximos de duas semanas. Já Brasília e São Paulo registram cerca de 30 dias para o agendamento. Porto Alegre aparece como exceção, com prazo estimado de aproximadamente dois meses e meio.

À primeira vista, os dados indicam uma melhora na capacidade operacional dos consulados norte-americanos e sugerem uma normalização do sistema após os atrasos registrados no período pós-pandemia. Ainda assim, especialistas avaliam que esse cenário pode ser temporário.

Em 2025, a realização da Copa do Mundo de Clubes da FIFA já provocou um aumento de cerca de 20% no número de brasileiros buscando vistos durante o mês de junho. O movimento é visto como um indicativo do impacto que grandes eventos esportivos podem gerar sobre o sistema consular.

Agora, a expectativa é de uma pressão ainda maior. A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar significativamente a demanda por vistos, especialmente entre viajantes ocasionais que ainda não possuem o documento válido para entrar nos Estados Unidos.

Para especialistas do setor, o momento atual representa uma janela estratégica para quem pretende viajar durante o evento. Antecipar o processo pode garantir maior tranquilidade no planejamento da viagem.

“Há uma percepção equivocada de que o processo acompanha o calendário do evento, quando na prática ele antecede a demanda. O sistema responde com defasagem. Com a proximidade da Copa, a tendência é de compressão das agendas disponíveis, mesmo que hoje os números pareçam confortáveis”, afirma Fabiano Rocha, CEO da JumpStart.

Outro ponto que gera expectativa no setor é a possibilidade de adoção de medidas extraordinárias para lidar com o aumento da procura. Entre as alternativas discutidas está a criação de um eventual “FIFA Pass”, mecanismo que poderia priorizar entrevistas para viajantes que pretendem acompanhar o torneio. A iniciativa ainda não foi implementada, mas demonstra que autoridades já consideram cenários de forte demanda.

No curto prazo, portanto, o Brasil vive um momento incomum: filas reduzidas em um sistema historicamente pressionado. No médio prazo, entretanto, a equação tende a mudar, e a antecedência no pedido do visto pode ser decisiva para quem planeja embarcar para acompanhar a Copa de 2026.

Sobre a JumpStart

A JumpStart é uma empresa especializada em assistência imigratória personalizada para fundadores, pesquisadores e empreendedores. Utilizando metodologia baseada em estatística, inteligência artificial e revisão jurídica, a companhia desenvolveu um sistema próprio voltado principalmente para pedidos de visto O-1, com garantia de aprovação ou reembolso.

Além desse modelo, a empresa também oferece suporte para outros tipos de solicitação de visto, como EB-1A, EB-2 NIW, E-2, L-1 e H-1B.



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