
No dia 18 de junho, termina o vazio sanitário de 28 dias após o fim da desinfecção da granja em Montenegro (RS), onde ocorreu o primeiro caso da doença em aves comerciais. Escavadeira abre buraco em chão de granja avícola na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, após a confirmação de caso de gripe aviária.
REUTERS/Diego Vara
O Brasil deve se declarar livre da gripe aviária nesta quarta-feira (18), data que marca o fim do vazio sanitário de 28 dias após a desinfecção da granja de Montenegro (RS), onde foi registrado o primeiro caso da doença em aves comerciais.
“Vamos comunicar [amanhã] a Omsa [Organização Mundial da Saúde Animal] e também todos os países importadores sobre o fato do Brasil ser novamente livre de influenza aviária”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ao g1, nesta terça-feira (17).
A partir desta quarta, o governo espera que os países derrubem ou flexibilizem os embargos, o que não deve acontecer de forma imediata (saiba abaixo).
O vazio sanitário de 28 dias começou a ser contado em 22 de maio, dia seguinte à desinfecção da granja de Montenegro. Desde então, nenhum outro foco de gripe aviária em granjas comerciais foi confirmado no Brasil.
Se até esta quarta, nenhum outro caso for registrado, o Brasil volta a ter status de livre de gripe aviária, segundo regras da Omsa.
Os 28 dias são o tempo ideal para garantir que não haja vestígios do vírus no ambiente antes da retomada das atividades, explica o governo.
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Suspeitas
Desde o caso em Montenegro, o Ministério investigou seis suspeitas em granjas comerciais, mas todas foram descartadas. Elas ocorreram em Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO), Bom Despacho (MG), Anta Gorda (RS), Westfalia (RS) e União da Serra (RS).
Os focos de gripe aviária confirmados foram em aves silvestres ou criações domésticas, o que não interfere nas exportações de frango. Esses casos vêm sendo registrados no Brasil desde 2023.
Exportações
Mas a declaração de que o Brasil está livre da gripe aviária não significa que os bloqueios ao frango, impostos por dezenas de países, cairão automaticamente.
Maior exportador da carne no mundo, o Brasil enfrenta restrições desde que aconteceu o primeiro caso da doença em uma granja comercial, em 15 de maio, na cidade de Montenegro (RS).
A partir daí, caberá aos países que compram o frango brasileiro derrubarem os bloqueios ou reduzirem sua extensão, quando entenderem que devem fazê-lo.
O ministro Carlos Fávaro previu que, depois dos 28 dias, mercados que restringiram o frango de todo o Brasil – como China, a maior compradora – reduzam essa limitação apenas para o Rio Grande do Sul ou só para Montenegro.
“E aí, gradativamente, voltamos à normalidade”, disse Fávaro à GloboNews em 19 de maio.
⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.
Como estão os embargos
As exportações de frango do Brasil caíram 13% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A maior parte da carne, no entanto, é consumida internamente.
De acordo com a atualização mais recente do Ministério da Agricultura, feita no último dia 10, a União Europeia e outros 20 países mantinham bloqueio para todos os estados.
Outros 19 restringiram apenas os produtos do Rio Grande do Sul, incluindo grandes compradores como Arábia Saudita e México.
Em outros quatro países, o bloqueio é somente para a região de Montenegro, que não é grande exportadora.
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Arte g1
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