Anac cassou Voepass após 2,6 mil voos sem manutenção


Divulgação/Guilherme Dotto

Decisão da Anac veio à tona após a constatação de que a empresa realizou exatos 2.687 voos com aeronaves sem a devida manutenção entre agosto de 2024 e março de 2025

Decisão da Anac veio à tona após a constatação de que a empresa realizou exatos 2.687 voos com aeronaves sem a devida manutenção entre agosto de 2024 e março de 2025

Você viu aqui no Portal PANROTAS que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou, em decisão definitiva, o Certificado de Operador Aéreo (COA) da Voepass Linhas Aéreas, impedindo a companhia de operar voos ou vender passagens. Na ocasião, a Anac citou falhas graves em manutenção e segurança operacional para tomar a decisão.

A medida veio à tona após a constatação de que a empresa realizou exatos 2.687 voos com aeronaves sem a devida manutenção entre agosto de 2024 e março de 2025 — período posterior ao acidente em Vinhedo (SP) que matou 62 pessoas, em 9 de agosto de 2024, de acordo com reportagem do g1.

Durante fiscalização após a tragédia, a Anac identificou um padrão de descumprimento sistemático de inspeções obrigatórias em sete aeronaves da frota. O diretor Luiz Ricardo Nascimento, relator do processo, apontou que as falhas se mantiveram mesmo após o acidente, refletindo “perda sistêmica de controle” dos processos operacionais da companhia. “Não se esperava outro comportamento senão o aumento do nível de diligência após um acidente grave”, afirmou Nascimento durante a reunião que determinou a cassação.

A investigação da Anac teve início após o acidente em agosto de 2024. Durante a chamada “operação assistida”, a agência identificou falhas na execução de inspeções obrigatórias de manutenção em aeronaves — problemas que passaram despercebidos pelos controles internos da empresa, demonstrando uma degradação do seu sistema de supervisão.

Entre os principais pontos apurados pela Anac, estava o descumprimento de exigências básicas de segurança operacional. A manutenção de aeronaves inclui itens classificados como obrigatórios, que devem ser revistos por um segundo profissional qualificado, justamente para criar uma barreira de segurança redundante.



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